Como o próprio nome sugere, o capital de giro está relacionado com todas as contas financeiras que envolvam ou movimentam o dia a dia das empresas.

São os recursos necessários para manter as operações de um negócio em funcionamento, basicamente é o dinheiro em caixa, somado às mercadorias, estoques e contas a receber.

Ele serve para, pagar as contas de curto prazo, permitir a realização de atividades operacionais, equilibrar as contas do ativo e do passivo, gerar caixa positivo para a empresa.

Boa parte das falências de pequenas e médias empresas é causada pela falta de capital de giro e até mesmo aquelas que apresentam lucratividade, se não tiverem cuidado com o quanto é guardado, podem acabar se enrolando e, por consequência, falir.

Isso acontece porque o faturamento de todo mês tem variáveis como datas melhores ou piores de vendas.

E as consequências de não ter um capital de giro adequado, quando necessário podem ser graves para o negócio, afinal toda e qualquer empresa possui gastos quase que diários, e precisa tê-los — e mantê-los — para que sua operação possa funcionar.

Além do mais, sempre pode ocorrer algo que resulte em despesa imprevista, por isso, é imperativa a boa gestão desse recurso.

Aliás, ter boa gestão é essencial para que não falte e também para que não sobre muito dinheiro parado nas disponibilidades (pois, liquidez é um ponto essencial), o que desvaloriza montantes.

Então vamos ver algumas dicas de como gerenciar bem seu capital e colocá-las em prática, para não perder dinheiro e nem ser pego desprevenido(a)?

Não perca o controle do fluxo de caixa.

O movimento frequente das receitas e despesas possui estreita ligação com o capital de giro, o que nos leva a concluir que seu controle otimiza a gestão do capital e auxilia na manutenção da saúde financeira do negócio.

O fluxo pode atestar os resultados reais das operações da empresa, também pode ajudar na identificação de gargalos de dinheiro e até projetar custos e gastos.

Contar com dinheiro que ainda não está disponível na conta é um dos maiores erros no gerenciamento do capital de giro de um negócio.

Por isso, considere como receita apenas aqueles valores em que a nota fiscal já foi emitida, que o boleto e o dia de pagamento já foram fechados e aceitos.

Qualquer coisa antes disso não deve entrar no fluxo de caixa projetado e, consequentemente, não deve compor o capital de giro da empresa.

Diminua os prazos dos recebíveis.

Essa prática tem duplo efeito positivo: torna a chegada do dinheiro ao caixa mais rápido e com valores maiores. Quando os direitos demoram a chegar totalmente na empresa e são compensados em valores pequenos, é fácil faltar capital de giro em algum momento.

Obviamente, não é possível estabelecer prazos reduzidos para todos os clientes. Porém, em geral, dá para defini-los assim para o negócio e abrir exceções em casos especiais — como em vendas mais caras de produtos ou serviços.

Antecipe os recebíveis.

Independentemente de você oferecer muitas ou poucas parcelas, sempre dá para adiantar o recebimento delas e uma boa prática para incentivar isso é oferecer descontos nas prestações para quem paga com antecedência.

Funciona porque o cliente em geral prefere gastar menos com alguns dias de antecedência, em uma obrigação que teria de cumprir de qualquer forma, do que pagar mais.

Aceite prazos sem adição de juros.

O problema do parcelamento é o acréscimo de juros que deixa a conta mais cara, porém, não é difícil conseguir prazos sem a adição de juros ao total da operação.

Quando conseguir essa condição, pode-se tranquilamente contrair a dívida para não abrir mão de grande parte do capital de sua empresa em um único momento.

Isso faz com que o empreendedor não comprometa o capital de giro no curto e médio prazo e possa aproveitar melhor o dinheiro que tem em caixa para se virar com as despesas do dia a dia.

Vale a pena dar uma choradinha junto aos fornecedores, se for o caso.

Priorize o recebimento à vista.

Sabemos que nem sempre é possível faturar à vista, mas é possível otimizar essa realidade oferecendo pequenos descontos para receber instantaneamente.

E os pontos positivos dessa prática são muitos: sua clientela avaliará a possibilidade de pagar menos e não contrair dívida e seu negócio perceberá a entrada de fato do dinheiro em caixa e consequentemente a redução do risco de inadimplência, fator que pode destruir o capital.

Se puder antecipe pagamentos.

Se vale para o seu cliente, também vale para você; pagar suas contas em menos prestações gera menos despesa com juros e antecipar os pagamentos delas pode lhe render descontos.

Então, o mesmo que você estabelecer na sua organização deve ser negociado com seus credores — não para otimizar o capital deles, o que ocorre por consequência, mas para gastar menos do seu.

Invista as sobras.

Dinheiro parado desvaloriza porque os preços aumentam com o tempo, o mesmo valor hoje terá menos poder de compra daqui a um ano.

Você não precisa ter as entradas de recebíveis e mais todo o lucro acumulado dos exercícios anteriores em caixa.

Calcule o que é necessário ter para o giro mensal e some a isso uma reserva para emergências e se puder invista o que sobrar em aplicações financeiras seguras — elas rendem acima da inflação e geram lucro.

Priorize investimentos que tenham liquidez diária, como os CDBs, por exemplo, ou até mesmo na poupança, que tem rentabilidade, apesar de baixa, você mantém o capital de giro disponível, mas, ao mesmo tempo, rendendo.

Utilize um software de gestão financeira empresarial para o controle do capital de giro.

As boas e velhas planilhas em Excel a princípio, até podem ser boas ferramentas para gestão e controle de finanças, mas não são preparadas para isso.

E também não contam com ferramentas específicas para o gerenciamento financeiro.

Por isso um bom software de gestão empresarial de ponta como o NxFácil garante exatidão nos números, rapidez nos processos, integração com outros setores da empresa, controle de estoque, emissão de notas, emissão de boletos, controle financeiro total e outras ferramentas para agilizar e dar segurança a gestão do seu negócio.

Empréstimos e financiamentos bancários só em último caso, mesmo.

Evite ao máximo a tomada de dinheiro a juros em bancos, busque somente em caso de extrema necessidade, se faltar capital, ocorrer algum imprevisto grave ou mesmo para investir no crescimento do negócio.

Quando algum desses casos ocorrer e o empréstimo for a única alternativa, faça diversas simulações e negociações para ter o mínimo de taxas sobre o negócio e se puder faça o menor número possível de prestações.

Esperamos que com essas dicas, seu capital de giro seja bem gerido e que sua empresa prospere cada vez mais.

No que depender das dicas e daquela ajudinha do NxFácil tudo isso será extremamente simples e fácil!

Bruna Klaumann