Antes das lições valiosas desse grande empreendedor norte-americano, que tal conhecermos um pouquinho de sua trajetória de vida tão inspiradora?

Nascido em Chicago, Walter Elias Disney era um dos cinco filhos do casal Elias e Flora Disney e passou a maior parte de sua infância em Marceline, no Missouri, Estados Unidos.

Desde cedo, Walter mostrava ter talento para as artes e vendia alguns desenhos para seus vizinhos, mesmo sem o apoio dos pais.

E aos 14 anos conseguiu permissão para estudar no Kansas City Art Institute, aos 17 anos, durante a Primeira Guerra Mundial, Disney deixou a escola e alistou-se na Cruz Vermelha.

Em 1919, Disney voltou para a cidade de Kansas, onde vivia antes de ir à Guerra. Ele iniciou sua carreira como ilustrador de comerciais, e por volta de 1922, abriu, junto com um sócio, seu próprio escritório. Disney estava decidido a explorar uma nova área: a animação.

Seus primeiros anos de carreira foram realmente muito difíceis, Disney vivia em um estúdio em condições precárias, e mal tinha dinheiro para comprar comida e pra piorar, sua primeira criação comercialmente viável, Oswald the Lucky Rabbit (o Coelho Sortudo), foi roubada (desesperador não é verdade?).

Em 1923, a vida de Disney começou a melhorar um pouco, quando ele mudou-se para Hollywood e se tornou sócio de seu irmão mais velho, Roy. Disney era responsável pela criação, enquanto Roy cuidava das finanças.

Os dois começaram o negócio na garagem de um tio (as boas velhas garagens).

Em 13 de julho de 1925, Walt Disney casou-se com uma de suas funcionárias, Lillian Bounds, a cerimônia ocorreu em Idaho e o casal teve duas filhas, Diane e Sharon. Disney e Lillian viveram felizes durante seus 41 anos de casamento, que durou até a morte do desenhista em 1966.

Ele era um homem de família, e suas filhas o descreviam como um pai carinhoso e sempre presente.

Em 1928, Disney criou seu primeiro sucesso, Mickey Mouse em Steamboat Willie, o primeiro desenho animado a utilizar som totalmente sincronizado (um avanço pra época).

Como um hábil gestor, Disney reinvestiu seus lucros para fazer desenhos melhores, e sua firma começou a crescer, ele era um editor extremamente talentoso e insistia na perfeição técnica de suas animações, inovando nos efeitos sonoros.

Criou com sua equipe personagens que se tornaram clássicos e que atravessam gerações tais como; o Pato Donald, Minnie e Pateta, e lançou desenhos como “Os Três Porquinhos”.

Na década de 1930, seus trabalhos haviam alcançado sucesso mundial, Disney permaneceu chefe de sua empresa, e os lucros já eram estratosféricos, seus personagens eram usados em propagandas e produtos de franquia. Além disso, Disney abriu uma escola de treinamento para criar uma nova geração de animadores.

Disney apostou alto e investiu muito na produção de seu primeiro filme de animação, “Branca de Neve e os Sete Anões” (1937), um sucesso que rendeu mais de um milhão de dólares, feito inédito para a época.

A seguir vieram “Pinóquio” (1940), “Fantasia” (1941) e “Bambi” (1942), entre muitos outros.

Nas décadas de 1950 e 1960, a Walt Disney Produções, Ltd. era uma das maiores indústrias de filmes para cinema e televisão. Além disso, os negócios de Disney se expandiram  para outras áreas como livros infantis e gibis.

Em 1954, Disney entrou para a televisão, sendo apresentador de um programa por quase uma década, o programa foi um sucesso e serviu para promover ainda mais os produtos Disney.

Em 18 de julho de 1955, foi inaugurada a Disneylândia em Anaheim, na Califórnia, o parque de diversões de Disney e desenhado, em boa parte, por ele mesmo.

A Disneylândia representava a modernidade de planejamentos urbanos e também um lugar onde fantasias eram produzidas, proporcionando experiências emocionantes e a ideia de criar a Disneylândia surgiu quando Walt levou suas filhas a um parque de diversões, e as viu se divertindo.

Já por volta de 1966, a Disneylândia era o parque mais bem-sucedido do mundo e havia sido visitado por 6,7 milhões de pessoas.

Em 1971 foi inaugurado outro parque temático de Walt Disney, a DisneyWorld em Orlando, na Flórida, desde então, Tóquio e Paris também ganharam parques temáticos Disney.

Como todo bom visionário Walt sonhava também em desenvolver uma cidade do futuro, sonho este realizado em 1982 com a abertura do Protótipo Experimental para a Comunidade de Amanhã (EPCOT CENTER), que teve custo inicial de $900 milhões.

Os parques de Disney continuaram a crescer com o Disney – MGM Studios (Estúdios da MGM), o Animal Kingdom (Reino Animal) e complexo de esportes, em Orlando.

Além dos parques temáticos, Disney criou uma universidade, o Instituto Californiano de Artes, conhecida como Cal Artes.

Walt Disney teve câncer aos 65 anos, e morreu com problemas de circulação em 15 de dezembro de 1966 no Hospital St. Joseph, em Los Angeles.

Já naquela época, os estúdios Disney já contavam com 21 longas-metragens de animação, 493 curtas, 47 filmes, sete episódios de “A Vida Como Ela É”, 330 horas do Mickey Mouse Club e 360 outros programas de televisão.

A Corporação Disney expandiu seu trabalho cinematográfico com a criação da Touchstone Films, expandiu para o ramo da música com a Hollywood Records e turismo com a Disney Cruise Lines.

O nome Disney hoje representa uma empresa multibilionária, com inúmeros empreendimentos por todo o mundo e dona de grandes marcas como Marvel, Estúdio de Animação Pixar e Lucas Film.

Poucos mudaram o mundo com a mesma magnitude de Walt Disney.

Sua trajetória e exemplos, são a prova de que as circunstâncias e a educação não determinam taxativamente a história de ninguém, suas lições de vida são lembretes para milhares de empresários. Vamos conhecer algumas:

Seja um vendedor e pratique a clientologia.

“Diria que meu maior problema na vida… é o dinheiro. Precisa de muito dinheiro para tornar esses sonhos realidade”, dizia Disney.

As vendas tem uma má reputação, mas verdade seja dita, trata-se da habilidade mais importante que se pode dominar e como o próprio Walt dizia, “os sonhos precisam de dinheiro e o dinheiro provém das vendas”.

Por isso, faça como o grande Walt Disney creia em si mesmo(a) e em seus sonhos, projetos, produtos e serviços e convença os outros para que creiam neles também.

E não é a toa que justamente da Disney surjam as melhores práticas do bom atendimento e encantamento de clientes e de como transformar clientes em fãs e em verdadeiros embaixadores de nossas marcas.

Muito bem descrito no livro “O jeito Disney de encantar os clientes – Do atendimento excepcional ao nunca parar de crescer e acreditar”.

Dentre os vários ensinamentos trazidos por este livro, nos deparamos com o termo “Clientologia”, que corresponde ao estudo das pessoas às quais oferecemos nossos produtos e serviços.

A ideia principal em torno da “Clientologia” é a de buscar entender da forma mais ampla possível todos os clientes que são atendidos pelas Empresas Disney: entender seus desejos, entender suas expectativas, entender suas necessidades e acima de tudo entender seus sonhos.

E não por acaso, quão maior é o entendimento de cada um destes elementos, maiores são as chances de oferecer produtos e serviços que excedam expectativas e gerem experiências absolutamente memoráveis.

E o mais legal: qualquer negócio, até mesmo o seu pode se valer dessa técnica para aumentar as vendas. Que tal?

A liderança é inspiração, inovação e concentração.

“Você pode desenhar, criar e construir o lugar mais incrível do mundo. Mas necessita de pessoas para fazer desse sonho uma realidade”.

A chave da liderança de Walt Disney era sua capacidade de contar histórias, afinal, uma coisa é dizer aos empregados que façam determinada coisa, outra muito diferente é inspirá-los a ter iniciativa.

Ainda assim, tinha a habilidade de contratar pessoas mais talentosas que ele, direcionar seus focos e coordenar suas atenções até um objetivo em comum.

Admitiu ser um terrível animador, motivo pelo qual contratou o melhor que podia pagar e centrou na inovação da companhia. Conhecia seus colaboradores, o que eram capazes de fazer e não aceitava menos que isso.

Os colaboradores que estão na ‘linha de frente’, atendendo os clientes, representam os princípios gerenciais do fundador.

Por isso, na hora de montar uma equipe, é fundamental selecionar candidatos que estejam alinhados com a missão e visão da empresa.

A Disney divulga as vagas de emprego em todos os meios de comunicação.

Na primeira etapa, a companhia passa um vídeo sobre Walt Disney, com o objetivo de conectá-los emocionalmente, a partir dali, as pessoas são selecionadas, principalmente, por suas atitudes.

Melhora constante.

“Mesmo quando dou um passeio, estou sempre pensando sobre o que está errado com as coisas e como poderiam ser melhoradas.”

Walt acreditava piamente no futuro.

Insistiu para que Steamboat Willlie ((Willie do Barco a Vapor / O vapor Willie /Guilherme, o timoneiro) curta-metragem em preto e branco da Walt Disney Studios de 1928 estrelado por Mickey Mouse fosse gravado com som em sincronia.

Algo até então inovador para a época, sendo creditado como o primeiro desenho de animação com som e música da história (apesar de haver outros em anos anteriores).

Antes de Branca de Neve, não existiam longas-metragens animados, além de se tornar um enorme sucesso e literalmente mudar a indústria cinematográfica, desse surgiram outros clássico queridos da Disney como Cinderela, Alice no país das maravilhas e Fantasia.

Disney tinha verdadeira obsessão por sempre querer fazer melhor, mesmo que isso não fosse lucrativo, ainda que fosse arriscado demais, que todos fossem contra e que a sua equipe chegasse ao seu limite.

Eles não ficava satisfeito; quando tudo era preto e branco, ele produziu desenhos coloridos, mesmo que os custos fosse parar nas alturas, quando todos produziam desenhos para crianças, Disney queria atingir pessoas de todas as idades, mesmo que os críticos achassem que era irracional uma flor cantar ou uma árvore dançar.

Quando todos os parques estavam indo à falência, Disney queria criar o parque mais caro do mundo, por isso, conversava com todos para receber sugestões de melhorias.

Afinal, “Você nunca sabe de onde a próxima grande ideia virá.”

Desenvolva uma alta tolerância ao risco.

“Seguimos avançando, abrindo novas portas, fazendo coisas novas, porque somos curiosos e a curiosidade continua nos levando por novos caminhos”.

Como já vimos, risco foi algo que não faltou durante toda a trajetória de Walt Disney, sendo a própria Disneylândia a maior aposta das história dos negócios nos Estados Unidos.

E ao dizer isso não estamos dizendo que você deve agir de modo impetuoso, fazer como o próprio Disney que chegou a vender suas posses e hipotecar sua própria casa para investir em seu negócio, de modo algum.

Mas arriscar também faz parte do empreendedorismo.

Empreendedorismo é conhecer o mercado, assumir riscos calculados, ter controle de fluxo de caixa, ter paciência, disciplina. É criar um ambiente de trabalho competitivo, mas saudável.

Mude sua atitude ante as adversidades e até mesmo ante o fracasso.

“Todas as adversidades que eu tive na minha vida, todos os meus problemas e obstáculos, fortaleceram-me… Você pode não se dar conta quando isso acontece, mas um chute nos dentes pode ser a melhor coisa do mundo para você”.

Walt Disney fracassou e muito. Seu primeiro estúdio, Laugh O’ Grams jamais conseguiu alcançar lucro, tendo falido.

Mas nada o marcou tanto quanto a perda dos direitos do seu primeiro personagem de sucesso, Oswald, o Coelho Sortudo, e de parte da sua equipe, que o abandonou.

Na viagem em que recebeu essa notícia, entre Nova York e Los Angeles, jurou para a esposa que trabalharia por conta própria e começou a dar vida a um novo personagem.

Era um ratinho esperto, que ele chamou de Mortimer, mas graças à sua esposa que disse que Mickey soava melhor… Bem o resto vocês já sabem, né.

Empreendedor mas sem perder o lado administrador/gestor.

Geralmente, o empreendedor é o pop star da empresa, é o criativo, é o que faz negócios, traz resultados.

Mas é preciso ter as contas pagas em dia, o controle da gestão, o pagamento da conta da energia para que a estrela possa brilhar.

No caso de Disney esse alguém era seu irmão Roy Disney, de quem ele já disse: “Eu tive a sorte de ter um grande irmão. Ele ainda está comigo. E eu ainda o amo. Eu brigo com ele. Às vezes, acho que ele é o sujeito mais burro que encontrei na vida. Mas não sei o que faria sem ele, que é o presidente da empresa. Nós começamos o negócio em 1923 e, se não fosse pelo meu irmão, eu teria sido preso várias vezes por cheques sem fundos. Eu nunca sabia o que tinha no banco. Ele me trouxe foco e disciplina.”

Todos os grandes empreendedores, sem exceção, tiveram um Roy Disney, o irmão a que se refere Walt Disney nessa passagem.

Para aqueles que não tem o privilégio de ter um (e até para quem tem), o NxFácil é a ferramenta ideal para ajudá-lo a turbinar a gestão de seu negócio. Facilite sua vida, e fique focado no que realmente interessa, a sua empresa!

Esperamos que tenham gostado do artigo e a propósito qual filme ou personagem da Disney é o seu favorito? Compartilhe conosco!

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